Governo lança nesta segunda, 23, programa que amplia rede de atendimento para casos de AVC

Com informações e foto: Assessoria

Popularmente conhecido como derrame, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), doença cerebrovascular, foi diagnosticado em 2.370 pacientes só no Hospital Geral do Estado (HGE) em 2020. Segundo o Ministério da Saúde (MS), essa é a segunda causa de óbitos no Brasil e, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o AVC é uma das cinco principais doenças responsáveis pela incapacidade, no mundo. O combate ao AVC é essencial para o aumento da expectativa e da qualidade de vida.

Pensando nisso, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), vai lançar nesta segunda-feira (23), às 9h, o Programa “AVC dá Sinais”. A cerimônia irá ocorrer no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), situado no bairro Cidade Universitária, em Maceió. O objetivo do programa é criar uma linha de cuidados para pacientes acometidos pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC) em todo o estado.

O programa vai ampliar a rede de cuidado de AVC, com quatro hospitais de referência, todos com tomógrafo, equipe capacitada e um aplicativo que deve agilizar a conduta médica e a transferência do paciente pro hospital de referência mais próximo.

O objetivo é tratar os pacientes acometidos pelo AVC agudo para diminuir o índice de mortalidade desses pacientes e também para prevenir sequelas provocadas pela doença, que é responsável por mais de 100 mil óbitos por ano no país.

Antes desse programa, apenas o Hospital Geral do Estado (HGE) possuía unidade de AVC em Alagoas. E agora, além do HGE, as unidades estarão também no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), no Hospital Regional da Mata (HRM) e no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), ou seja, o programa vai iniciar com esses quatro hospitais de referência, mas, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) estarão capacitados para receber os pacientes como porta de entrada.

O intuito é que a rede seja ampliada, no máximo até novembro, para dez unidades de AVC em todo o estado. Assim, os demais hospitais regionais que foram recém-inaugurados também serão referências, ou seja, terão unidade de AVC funcionando.

Para o programa, foram capacitados médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, além do pessoal da recepção e os maqueiros, para que todos saibam identificar quais são os sinais do AVC e consigam atender o paciente com a maior celeridade possível.

Agilidade – E para acelerar também a comunicação entre os neurologistas com os serviços de assistência pré-hospitalar (Samu e UPAs), será utilizado um aplicativo de telemedicina, em que será definida a conduta e a transferência do paciente para uma das unidades de referência em AVC, onde seja realizada a tomografia e a trombólise (injeção de uma medicação para a dissolução do coágulo) ou a trombectomia mecânica (retirada do coágulo que está obstruindo o vaso, através de uma punção feita na veia femoral com o uso de um cateter).

E é justamente a agilidade no atendimento que aumenta a possibilidade de evitar as sequelas provocadas pelo AVC. Por isso, de acordo com o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, o Programa AVC dá Sinais será um marco na saúde pública de Alagoas, possibilitando que mais alagoanos possam ser assistidos e salvos.

“Para isso, o governo do estado destinou R$ 17,5 milhões na aquisição de tomógrafos, equipamentos essenciais para a detecção do AVC. Investimentos que são fundamentais para assegurar assistência qualificada aos pacientes que passarem a ser atendidos em nossas unidades, após sofrer um derrame, que, se não tratado em tempo hábil, pode levar à morte ou deixar graves sequelas”, ressaltou Ayres.

A janela de tempo para a trombólise é de quatro horas e meia, depois desse tempo faz-se a trombectomia mecânica. Dessa forma, o paciente tem duas chances de recuperar o déficit motor ou outro sintoma que ele tenha apresentado por conta do AVC.

Conheça o AVC – O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença cerebrovascular caracterizado por uma alteração súbita do fluxo sanguíneo cerebral, que compromete a circulação de sangue em alguma região do cérebro. Isso ocorre por um entupimento ou vazamento nas artérias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, uma a cada seis pessoas, pode desenvolver a doença e o MS chegou a afirmar que, a cada cinco minutos, um brasileiro evolui para óbito, em consequência do agravamento desta enfermidade.

Os sintomas do AVC são alteração da fala e do movimento dos membros, tontura, dor de cabeça repentina, náuseas, vômitos, rebaixamento do nível de consciência e sonolência, dormência nos braços e pernas e boca torta ao falar ou sorrir. Caso sejam identificados esses sintomas, o Samu (192) deve ser acionado imediatamente, mas, o paciente pode também se dirigir a uma UPA ou diretamente a um dos hospitais de referência, desde que seja porta de entrada.